GREVE GERAL

No dia 28 de abril de 2017, uma Greve Geral foi conduzida no Brasil, em protesto às propostas de reformas na previdência. Muitos consideraram essas mudanças impositivas e vendidas como a única solução possível para a saída da crise econômica do país. No coração do Centro do Rio, uma grande massa de pessoas se concentrou na Cinelândia e nas escadarias do Teatro Municipal, para clamar por democracia e pelo seu direito como cidadãos de participar em decisões como essas.

Repentinamente, a polícia começou a lançar bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha nos manifestantes. Pessoas corriam, desesperadas. Idosos, crianças e até mesmo cadeirantes foram engolidos pela confusão. Após sofrer os efeitos devastadores do gás, os manifestantes tentavam se reagrupar para seguir com o protesto. Enquanto isso, black blocs começaram a queimar ônibus, em reação à violência da polícia. Em meio à fumaça, figuras borradas eram vistas chegando ao local. Eram os bombeiros, tentando conter o fogo. A polícia fez barricadas em todas as ruas no perímetro, encurralando as pessoas como ratos, enquanto continuavam lançando bombas de gás. Nas palavras de um ex-policial, que estava do lado dos manifestantes, a ordem vinda de Brasília era para “não deixar o protesto acontecer”.

Depois de achar uma saída, o rescaldo. Vidros quebrados, cápsulas de bombas, orelhões destruídos. Carcaças, ainda quentes, de quatro ônibus queimados. O cheiro forte de borracha e lataria. Um cemitério de gigantes – os nossos gigantes, aqueles que despertaram em 2013.